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Cobertura e Destaques ASCO 2020 – Atualizações em Câncer de Mama

13 de julho de 2020

A médica oncologista Dra Marcella Mesquita, staff clínica da Oncológica do Brasil, comenta dois importantes estudos apresentados no ASCO 2020.

O primeiro é o estudo chinês que avaliou o regime de capecitabina metronômica (600mg/m2 duas vezes ao dia) administrada por 1 ano como manutenção após terapia padrão no tratamento de pacientes com câncer de mama triplo-negativo operado. Dentre as 434 pacientes randomizadas entre capecitabina ou observação, o braço que recebeu capecitabina apresentou redução no risco de recorrência de doença em 5 anos quando comparado a observação (83% versus 73%; HR=063; IC de 95%: 0,42-0,96; p = 0,027) e redução no risco de doença a distância (HR=0,56; IC de 95%: 0,37-0,90; p = 0,016). Entretanto, não houve diferença na taxa de sobrevida aos 5 anos entre os grupos.

O outro é a atualização do estudo MINDACT com um seguimento mediano de 8,7 anos. Em relação aos dados anteriormente apresentados, houve um aumento na diferença absoluta da taxa de sobrevida livre de metástases a distância entre os braços que receberam quimioterapia adjuvante ou não dentre o subgrupo de pacientes com características clínicas de alto risco e avaliação genômica de baixo risco (clinical risk high e Mammaprint low risk), passando de 0,9% para 2,6%. Quando as pacientes foram estratificadas de acordo com a faixa etária, essa diferença absoluta chegou a 5% naquelas com idade ≤ 50 anos. No grupo de mulheres pré-menopáusicas, destaca-se que a maioria recebeu apenas tamoxifeno por 5 anos como terapia hormonal adjuvante, sem o emprego de supressão ovariana.

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