Dicas de Saúde

Quimioterapia e a utilização de alimentos ácidos no cardápio

11 de dezembro de 2017

Quimioterapia não é motivo para descartar totalmente os alimentos ácidos do cardápio. Mas é preciso ter cuidado e seguir as orientações de um nutricionista.

Muitos pacientes que estão em tratamento quimioterápico acreditam que os alimentos ácidos podem ser prejudiciais ao tratamento. De fato, o excesso desses alimentos precisa ser evitado e também quando se tem uma ferida na boca típica dos efeitos colaterais da quimioterapia (mucosite), a recomendação é evitá-los até que as lesões melhorem. Entretanto, a ideia de que eles trazem somente malefícios está equivocada, já que, em alguns casos, ocorre justamente o contrário.

Liliane Ramos, nutricionista da equipe multiprofissional da Oncológica do Brasil

Segundo a nutricionista Liliane Ramos, staff da Oncológica do Brasil, os alimentos ácidos/cítricos, são importantes para amenizar os sintomas de náuseas e xerostomia (boca seca) causados pela quimioterapia. Logo, pequenas quantidades em casos de efeitos colaterais muito intensos. Ela ressalta que é preciso evitar o consumo excessivo.

“Durante a quimioterapia é orientado evitar o excesso de alimentos ácidos como limão, maracujá, cupuaçu, taperebá, tucupi,acerola) e manter isso alguns dias após a quimioterapia, devido os danos gastrointestinais que alguns quimioterápicos podem motivar e que podem ser agravados pelo consumo desses alimentos”, explica a nutricionista Liliane Ramos.

Esses alimentos são importantes nesse combate ao enjoo por serem ricos em ácido fólico, uma vitamina do complexo B que auxilia na digestão, favorecendo o esvaziamento gástrico. Alguns alimentos dessa categoria são as frutas cítricas e o tomate. Vegetais como espinafre, rúcula e brócolis, bem como grãos integrais também possuem essa propriedade. Vários pacientes adotam, por exemplo, o hábito de chupar um picolé de limão para rebater essa sensação.

Alertamos que muito é dito na internet sobre a relação de uma dieta ácida ao surgimento de câncer. Contudo, não há evidências sólidas que apoiem estas teorias cientificamente, tornando esse mais um dos mitos sobre o câncer.

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