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#NovembroAzul é o mês de combate ao câncer de próstata

Por Comunicação - em 10/11/2020 173 Visualizações
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O aposentado Raul Thadeu, 80 anos, participou da nossa campanha do Novembro Azaul para alertar os homens e contar sua história. O seu Raul ia anualmente ao urologista para checar a próstata desde os 50 anos e apresentava normalidade no exame de sangue que avalia a quantidade do antígeno prostático específico, o chamado PSA. No entando, após três anos sem recomendação médica para fazer o exame de toque retal em um check-up de rotina com outro urologista foi detectado uma anormalidade na próstata. “Resultado, mesmo com o PSA baixo, havia uma anormalidade na próstata”, lamenta. Neste Novembro Azul, mês em que se evidencia a luta contra o câncer de próstata, Raul que está em tratamento oncológico desde janeiro de 2020 faz um alerta: “Prevenção é tudo, não deixem de fazer todos os exames. Essa é uma doença silenciosa!”.

Atrás apenas do câncer de pele não-melanoma, o tumor de próstata é o tipo mais comum entre os homens. Apesar de apresentar alta chance de cura, pela detecção precoce, é a segunda maior causa de morte em pessoas do sexo masculino. Em 2018, a doença tirou a vida de 15,5 mil brasileiros e, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de próstata deve ser detectado, em 2020, em cerca de 66 mil. Se a procura aos médicos já é uma barreira que precisa ser desconstruída, na pandemia, a ausência de tratamento é ainda maior, o que pode transformar em casos mais complicados e que, na maioria das vezes, exigiria um tratamento menos invasivo.

Segundo o urologista Dr. Giarcarlo Priante, staff clínico da Oncológica do Brasil, o isolamento social ocasionado pela pandemia fez com que muitas pessoas deixassem de fazer o exame preventivo, o que contribuiu para o aumento do diagnóstico em fases mais avançadas da doença. “Muitos pacientes deixaram de ir ao urologista, e com isso o rastreamento está sendo tardio. Para o câncer de próstata, assim como qualquer outro tipo de câncer, um dos fatores de grande importância é o diagnóstico precoce da doença que está relacionado proporcionalmente com as chances de cura”, pontua. “ Também é importante ressaltar que muitos homens  ainda se recusaram a fazer o tratamento para a doença, vergonha, preconceito, por medo da cirurgia e/ou internação, o que também levo ao aumento do número de pacientes com câncer de próstata mais avançado”, acrescenta.

Próstata:

É uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas e se assemelha a uma castanha. Localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.

Sintomas:

Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Na fase avançada, os sintomas são:

- dor óssea;
- dores ao urinar;
- vontade de urinar com frequência;
- presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

Fatores de risco:

- histórico familiar de câncer de próstata: pai, irmão e tio;
- raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer;
- obesidade.

Prevenção e tratamento:

A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico).

Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. Outros exames poderão ser solicitados se houver suspeita de câncer, como as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal.

A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, tais como: estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual, periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença, intervindo se houver progressão.

O exame de toque retal e de PSA, são os principais meios para detectar a doença precocemente, quando as chances de cura são maiores e os tratamentos, menos invasivos. Converse sempre com seu urologista sobre o tema, tirando dúvidas e quebrando preconceitos. A detecção e o tratamento precoces podem salvar vidas!

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