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Câncer gástrico: Quimiorradioterapia pós-operatória não mostra benefícios frente a quimioterapia isolada em novos estudos

17 de maio de 2018

Câncer gástrico tem taxas de incidência muito elevadas na Região Norte. Novos estudos publicados sobre formas de tratamento trazem novidades.

O estudo de fase III CRITICS, publicado no Lancet Oncol, comparou a eficácia de duas estratégias de tratamento perioperatório para pacientes com câncer gástrico ressecável. Os pacientes foram randomizados para tratamento com quimioterapia (QT) perioperatória (3 ciclos antes e 3 após cirurgia) ou QT pré-operatória (3 ciclos) e quimiorradioterapia (QRT) pós-operatória.

O esquema de QT consistia de ciclos de 21 dias de epirrubicina, cisplatina (ou oxaliplatina) e capecitabina. Já o esquema de QRT consistia de 45 Gy em 25 frações, por 5 semanas, além de capecitabina (nos dias de radioterapia [RT]) e cisplatina (no D1 de cada uma das 5 semanas de RT). Somente cirurgias com ressecções linfonodais do tipo D1 ou mais extensas eram permitidas. Considerou-se sobrevida global (SG) como desfecho primário.

Após tratamento pré-operatório, 79% dos pacientes do grupo de QT isolada e 83% dos pacientes de QRT foram submetidos a ressecções potencialmente curativas. Após seguimento mediano de 61,4 meses, a SG mediana do braço de QT foi de 43 meses, contra 37 meses do braço de QRT, sem diferença estatisticamente significativa. A adesão dos pacientes aos esquemas pós-operatórios foi inferior ao esperado: dos pacientes operados, 59% continuaram o tratamento após cirurgia no grupo de QT, contra 62% no grupo de QRT.

Fonte: Oncologia Brasil

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