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Dr. Rubem Conde participou do ESMO 2019 e destaca estudo MONALEESA – Associação de Ribociclibe e Fulvestrano gera ganho em sobrevida global em câncer de mama metástatico

2 de outubro de 2019

O Dr. Rubem Conde, oncologista clínico staff da Oncológica do Brasil, participou do ESMO 2019 que aconteceu entre os dias 27 de setembro e 01 de outubro em Barcelona, Espanha, reunindo especialistas do mundo todo para discutir o que há de mais recente na pesquisa oncológica, com apresentação de dados que podem mudar a prática da oncologia e consequente promoção de um atendimento melhor ao paciente.

Os inibidores de quinases dependentes de ciclina 4 e 6 (CDK4/6i, do inglês cyclin-dependent kinase 4 & 6 inhibitor) vêm se mostrando eficazes e seguros para uso em câncer de mama metastático, tendo permitido um aumento expressivo do benefício em controle de doença e sobrevida para essas pacientes nos últimos anos. Agentes como ribociclibe e abemaciclibe têm sido cada vez mais usados na prática clínica, gerando respostas consistentes na doença avançada. Dados do estudo MONALEESA-3, apresentados no ESMO Congress 2019, reforçam esse benefício e se unem a outros resultados para consolidar definitivamente o papel dos CDK4/6i nesse cenário.

O estudo MONALEESA-3 avaliou tratamento com fulvestranto (FULV), associado a ribociclibe (RIBO) ou a placebo, para pacientes na pós-menopausa, com câncer de mama metastático e doença positiva para receptores hormonais (RH+) e negativa para HER2 (HER2-). O tratamento poderia ser indicado em primeira ou segunda linha. No congresso da European Society of Medical Oncology, que ocorre em Barcelona, de 27 de setembro a 01 de outubro, foram apresentados os resultados referentes à sobrevida global (SG) e à sobrevida livre de progressão (SLP) para as pacientes que receberam a medicação em primeira linha.

Após seguimento mediano de 39,4 meses, foram constatados 275 óbitos, 34,5% no braço de RIBO e 44,6% no braço de placebo. RIBO levou a aumento significativo de SG em comparação ao placebo, com medianas não atingida vs. 40,0 meses (HR 0,724; IC 95%: 0,568-0,924; p=0,00455). Os resultados foram suficientes para atingir o limite estabelecido para definir superioridade do braço de RIBO + FULV.

Assim como evidenciado em outros estudos, como o MONARCH 2, esse benefício em SG foi consistente em todos os subgrupos avaliados, inclusive naquele de pacientes em tratamento de primeira linha (medianas não atingida vs. 45,1 meses; HR 0,700; IC 95%: 0,479-1,021) e no de pacientes com recidiva precoce/tratamento de segunda linha (medianas 40,2 vs. 32,5 meses; HR 0,730; IC 95% 0,530-1,004).

Quanto ao desfecho de SLP na primeira linha, as medianas foram de 33,6 meses para o braço de RIBO e de 19,2 meses para o braço de placebo (HR 0,546; IC 95%: 0,415-0,718). O tempo para progressão durante a próxima linha de tratamento ou para óbito (SLP2) também foi maior para os pacientes em uso de RIBO: 39,8 vs. 29,4 meses de medianas (HR 0,670; IC 95%: 0,542-0,830). O perfil de toxicidades e segurança da combinação foi similar ao visualizado em estudos prévios, sem novos eventos.

Esses resultados se somam a outros que confirmam o benefício de associação de CDK4/6i à terapia endócrina no tratamento do câncer de mama metastático RH+/HER2-. Em conjunto com os dados do estudo MONALEESA-7, esses novos achados consolidam o papel de ribociclibe como tratamento padrão em primeira e segunda linha para essas pacientes.

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