Notícias

Pesquisa alerta para crescimento na incidência de câncer no Brasil e no mundo

13 de setembro de 2018

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) divulgou ontem (12) as estimativas mais recentes sobre a carga global do câncer. O banco de dados do GLOBOCAN 2018, acessível on-line como parte do IARC Global Cancer Observatory, fornece estimativas de incidência e mortalidade em 185 países para 36 tipos de câncer e para todos os locais de câncer combinados. Uma análise destes resultados, publicada hoje na CA: A Cancer Journal for Clinicians, destaca a grande diversidade geográfica na ocorrência de câncer e as variações na magnitude e perfil da doença entre e dentro das regiões do mundo.

Carga global do câncer

Estima-se que a carga global de câncer tenha aumentado para 18,1 milhões de novos casos e 9,6 milhões de mortes em 2018. Um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres em todo o mundo desenvolvem câncer durante a vida, e um em cada oito homens e uma em cada 11 mulheres morrem da doença. Em todo o mundo, o número total de pessoas que estão vivas dentro de 5 anos de um diagnóstico de câncer, chamado de prevalência de 5 anos, é estimado em 43,8 milhões.

Na imagem abaixo, o crescimento estimado para o Brasil e para o mundo considerando os anos de 2018, 2020 e 2040 de acordo com o Global Cancer Observatory da IARC.

O aumento da carga de câncer é devido a vários fatores, incluindo o crescimento populacional e o envelhecimento, bem como a prevalência em mudança de certas causas de câncer ligadas ao desenvolvimento social e econômico. Isso é particularmente verdadeiro em economias em rápido crescimento, onde se observa uma mudança de câncer relacionado à pobreza e infecções a cânceres associados a estilos de vida mais típicos de países industrializados.

Esforços de prevenção eficazes podem explicar a diminuição observada nas taxas de incidência de alguns cancros, tais como cancro do pulmão (por exemplo em homens do Norte da Europa e América do Norte) e cancro do colo do útero (por exemplo na maioria das regiões para além da África Subsaariana). No entanto, os novos dados mostram que a maioria dos países ainda se depara com um aumento no número absoluto de casos diagnosticados e necessitando de tratamento e cuidados.

Padrões globais mostram que, para homens e mulheres combinados, quase metade dos novos casos e mais da metade das mortes por câncer em todo o mundo em 2018 são estimados na Ásia, em parte porque a região tem quase 60% da população mundial.

A Europa responde por 23,4% dos casos globais de câncer e 20,3% das mortes por câncer, embora tenha apenas 9,0% da população mundial. As Américas têm 13,3% da população global e representam 21,0% de incidência e 14,4% de mortalidade em todo o mundo. Em contraste com outras regiões do mundo, as proporções de mortes por câncer na Ásia e na África (57,3% e 7,3%, respectivamente) são maiores do que as proporções de casos incidentes (48,4% e 5,8%, respectivamente), porque essas regiões têm maior freqüência de certos tipos de câncer associados a pior prognóstico e maiores taxas de mortalidade, além de acesso limitado a diagnóstico e tratamento oportunos em muitos países.

Fonte: Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC)

Curta nossa página no Facebook! Voltar