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Síndrome da rede axilar: uma complicação da cirurgia do câncer de mama

6 de agosto de 2019

A Síndrome da Rede Axilar (SRA) surge nas primeiras semanas após o procedimento cirúrgico  . É caracterizada pelo aparecimento de cordões fibrosos na região lateral do tórax, axila e antebraço, que podem se prolongar até a base do polegar. Esses cordões dificultam o movimento do braço e provocam dor. Sua frequência pode chegar a 85,4% e seu aparecimento se dá nas primeiras semanas de pós cirúrgico, podendo apresentar resolução espontânea após 3 meses.

Estes cordões se formam devido à trombose e espessamento dos coletores linfáticos, causados pela interrupção do fluxo linfático pela retirada dos linfonodos. Acredita-se que a estase, o trauma, a hipercoagubilidade e também o posicionamento da paciente durante a cirurgia podem causar maior dano aos vasos linfáticos.

Mesmo sendo conhecida como uma síndrome auto-limitada, de resolução espontânea, é de extrema importância a atuação fisioterapêutica. A movimentação limitada do braço pode causar dor, contraturas musculares, incapacidade de realizar atividades do dia-dia e também compensações mecânicas importantes para suprir o déficit de movimentação. Muitas vezes as pacientes ainda passarão por sessões de radioterapia, o que lhe exige um posicionamento do membro superior que não é possível com a presença dos cordões.

Para tratar,a fisioterapeuta Ana Paula Vidal, do staff multidisciplinar da Oncológica do Brasil, ressalta que podemos utilizar alongamentos passivos e ativos, terapia manual, fortalecimento, educação postural e kinesiotaping. “A Síndrome da Rede Axilar tem a resolução espontânea no período de 3 a 6 meses, entretantoA fisioterapia tem atuação direta nesses casos. Buscamos estirar ou romper esse cordões através terapia manual, exercícios e alongamentos”, explicou.

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