Sobre o Câncer

Tratamento do câncer de mama em Belém e seus estádios clínicos

31 de agosto de 2017

Tratamento do câncer de mama em Belém evoluiu muito nos últimos anos junto com os avanços ao redor do mundo.

No passado recente, quando surgia um tumor, a mama era removida completamente, incluindo o músculo que ficava abaixo dela e todos os gânglios da região axilar. Atualmente, as cirurgias costumam ser menos invasivas. Com frequência, faz-se necessário apenas a retirada de pequenos fragmentos da mama e de alguns gânglios debaixo do braço. na grande maioria dos casos, a mutilação tornou-se coisa obsoleta como tratamento do câncer de mama.

Para escolher o melhor tratamento, levam-se em consideração diversos fatores, como características do tumor, idade da paciente e número de linfonodos axilares comprometidos.

O médico oncologista clínico, no momento do diagnóstico, deve identificar as pacientes com risco mais elevado de apresentar focos microscópicos de células tumorais em algum outro órgão. Nesses casos, estará indicado o tratamento do câncer de mama chamado adjuvante, que tem por objetivo reduzir o risco de recidiva do câncer de mama. Os tipos de tratamentos  adjuvante são: a hormonioterapia, a quimioterapia, a radioterapia e  algumas terapias-alvo.

A escolha do tipo de tratamento adjuvante irá depender principalmente da magnitude do risco de recidiva, que deverá ser avaliado pelo seu médico oncologista clínico. Esse risco, por sua vez, depende do estádio clínico da doença, das características do tumor descritas na anatomia patológica, da idade e da condição clínica da paciente. Quanto maior o risco de recidiva da doença, mais agressivo deve ser o tratamento adjuvante, empregando esquemas de quimioterapia mais intensos e eficazes.

Em termos gerais, as condutas terapêuticas variam, de acordo com o estadiamento clínico dos pacientes com câncer de mama.

Tratamentos

Estádios clínicos I e II

Cirurgia

Nos tumores pequenos, o cirurgião geralmente remove a parte da mama que contém a lesão (o chamado quadrante – quadrantectomia). Ao mesmo tempo, realiza a pesquisa do linfonodo sentinela (em geral, é somente um, mas pode haver mais), onde as células malignas têm maior probabilidade de alojar-se, caso tenham “escapado” do tumor primário. Nos tumores relativamente grandes (entre 2 e 5 cm) pode ser necessário fazer mastectomia.

No entanto, após discussão com o médico cirurgião-mastologista, o oncologista clínico pode administrar quimioterapia pré-operatória com a intenção de reduzir as dimensões da lesão. Se houver grande diminuição ou mesmo desaparecimento da lesão, em alguns casos é possível preservar a mama retirando somente o  quadrante em que está o tumor. Não há uma regra geral para essas situações,as decisões são tomadas caso a caso.

Quimioterapia e hormonioterapia adjuvantes

Após a cirurgia, o médico irá verificar se existe ou não indicação de quimioterapia e/ou hormonioterapia adjuvante, com o intuito de reduzir o risco de a doença recidivar.

Há casos em que a indicação de quimioterapia adjuvante (pós-operatória) é um tratamento do câncer de mama muito controverso, e as opiniões entre os especialistas irão divergir. Assim, ouvir uma segunda opinião é por vezes recomendável. Atualmente, testes genéticos realizados no próprio tumor removido podem auxiliar, em alguns casos, a determinar o melhor o tratamento adjuvante, especificamente se a quimioterapia será ou não necessária. A hormonioterapia adjuvante é recomendada em todos os casos em que o tumor tiver receptores hormonais positivos. Quando prescrita, ela deve ser sempre iniciada após o término da quimioterapia.

Radioterapia adjuvante

Todas as pacientes (exceto raros casos) que tiveram remoção cirúrgica de somente um quadrante da mama necessitam de radioterapia adjuvante para destruir possíveis focos microscópicos malignos persistentes . Nas pacientes que foram submetidas a mastectomia, a radioterapia adjuvante está indicada nos casos em que o tumor é grande (> 5 cm) ou quando a paciente tiver mais de três linfonodos com metástases, principalmente nas relativamente jovens.

Trastuzumabe adjuvante (anticorpo)

Em pacientes cujo tumor expressa a proteína HER-2 de modo intenso, está indicado o uso do anticorpo chamado trastuzumabe em combinação com a quimioterapia adjuvante, pois aumenta muito a taxa de cura em relação ao uso da quimioterapia isolada.

Estádio clínico III

Esse tumores são chamados de tumores de mama localmente avançados. Nesse estádio, os pacientes geralmente são submetidos a  mastectomia radical modificada, que é a remoção de toda a mama e dos linfonodos axilares. Importante lembrar que é comum indicar quimioterapia antes da cirurgia (quimioterapia neoadjuvante ou pré-operatória), dependendo da resposta e das características do tumor. E é possível, também, considerar a preservação da mama, em alguns casos bem selecionados.

O mais habitual é a mastectomia seguida de quimioterapia adjuvante e radioterapia adjuvante. Após a quimioterapia, se o tumor tiver receptores hormonais positivos a paciente deverá receber hormonioterapia adjuvante, como nos casos dos estádios I e II.

Estádio clínico IV

A escolha do tratamento das pacientes que apresentam câncer de mama com metástases em órgãos distantes dependerá do quanto o tumor já se espalhou, de sua característica  anatomia patológica e da idade da paciente. Como regra geral, se as metástases do câncer de mama provocam sintomas que interferem significativamente na qualidade de vida, iniciar o tratamento pela quimioterapia pode ser a melhor solução por obter respostas mais rápidas.

Em pacientes cujo tumor tem hiperexpressão do HER-2, devem-se usar medicamentos com anticorpos combinados com quimio para aumentar a eficácia da terapia. Quando o tumor tiver receptores hormonais positivos e as metástases provocarem pouco ou nenhum sintoma, a hormonioterapia é o tratamento de escolha. As respostas obtidas são mais lentas, mas costumam ser mais duradouras. Na doença disseminada, a radioterapia só é usada em caso de envolvimento ósseo com dores de difícil controle, de metástases cerebrais e em outras situações mais raras.

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