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Câncer de mama: Tratamento adjuvante com T-DM1 é aprovado nos EUA

10 de maio de 2019

Foi aprovado nos EUA o uso clínico do TDM-1 no tratamento adjuvante de pacientes com neoplasias malignas de mama com hiperexpressão do HER-2.

Tal aprovação foi baseada nos resultados do Katherine Trial, o mais importante ensaio clínico recente a estudar o tratamento adjuvante nesse perfil de pacientes. Segundo a médica oncologista Drª. Marcella Mesquita, staff da Oncológica do Brasil, este ensaio clínico mostrou um ganho em sobrevida livre de doença invasiva das pacientes com câncer de mama HER-2 positivo que utilizaram o TDM-1. “Foram avaliadas pacientes que fizeram quimioterapia previamente à cirurgia e que, após o tratamento cirúrgico, não obtiveram resposta patológica completa. Estas pacientes foram randomizadas para receber o TDM-1 após a cirurgia ou realizar apenas a terapia-alvo com base em trastuzumabe, padrão de tratamento até o estudo”, comentou a especialista.

Ela completou ainda afirmando que este estudo e aprovação são fundamentais para a evolução do tratamento das pacientes com tumor HER-2 positivo e representa um ganho para as pacientes, melhorando o controle da doença e a chance de cura. “O TDM-1 é uma droga bem tolerada e já disponível no Brasil para outras indicações. Aguardamos que a ANVISA proceda a aprovação de tal indicação no Brasil para que nossas pacientes também se beneficiem desse tratamento”, finalizou a oncologista Drª. Marcella Mesquita.

 

MAIS

O tumor de mama é a neoplasia de maior incidência na população americana, com um índice estimado de aproximadamente 268.000 novos casos para o ano de 2019. Classicamente caracterizado como marcador de agressividade, a amplificação ou superexpressão de HER-2 está presente em 15-20% dos tumores de mama. Após o desenvolvimento e aprovação de terapias direcionadas especificamente para bloquear esse alvo, a história natural dessa doença foi drasticamente alterada. No entanto, pacientes que recebem poliquimioterapia em combinação com terapia anti-HER-2 no cenário neoadjuvante e que falham em atingir resposta patológica completa possuem um risco de recidiva bastante elevado, o que motivou a condução de estudo de troca de estratégia na adjuvância para pacientes que se encontram nesse contexto. Daí surgiu o Katherine Trial.

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