A prática de atividades físicas para prevenir e tratar o câncer melhora a qualidade de vida e fortalece a saúde do paciente. Saiba mais sobre!

A prática de atividades físicas na prevenção e tratamento do câncer

Que a prática de atividades físicas é boa para a saúde não é novidade para ninguém. Ela é capaz de deixar o corpo mais forte e preparado para os acontecimentos do dia a dia.

Não é diferente com os pacientes de câncer, já que aqueles que se exercitam possuem um prognóstico muito melhor do que aqueles que estão inativos.

Os pesquisadores do Karolinska Institutet na Suécia, acharam uma explicação sobre o poder dos exercícios no impedimento do crescimento da doença através de estudos em camundongos.

Foi revelado que a ação das atividades físicas altera o metabolismo do sistema imunológico de células T citotóxicas. Veja mais sobre o assunto abaixo.

 

Exercícios físicos para tratar e prevenir o câncer

Vários estudos acerca do assunto revelam que pacientes com câncer e em tratamento, reduzem seus níveis de atividade depois de receberem o diagnóstico. Os motivos para essa redução são por conta da fadiga, dificuldade de motivação e também de disciplina.

No entanto, quando os médicos recomendam a prática de exercícios, o assunto muda um pouco. Isso porque os pacientes tendem a ser mais receptivos às recomendações médicas.

Os benefícios são que essas atividades causam a diminuição da depressão, ansiedade e fadiga. Os pacientes com câncer costumam ter a ideia de que precisam descansar.

No entanto, essa é uma ideia equivocada. Como o tratamento é algo bastante invasivo e que possui uma série de efeitos adversos, tudo isso pode ser combatido por meio de atividade física.

A atividade física estimula ainda combate o ganho de gordura e a perda de massa muscular, coisa bem importante quando o assunto é câncer.

O ato de se exercitar faz com que o paciente tenha uma maior possibilidade de retorno às suas funções de acordo com uma melhora em sua qualidade de vida.

Como o modo de pensar mudou?

Antigamente tinha-se toda uma ideia de que o paciente debilitado deveria ficar em completo repouso. No entanto, isso só piorava o quadro do indivíduo.

Com o passar do tempo e as pesquisas recentes, pode-se notar que os exercícios eram seguros e que ainda proporcionam um melhor desempenho físico.

O repouso excessivo faz com que a perda funcional do paciente seja maior, resultando em atrofia muscular e redução de amplitude de movimento. Dentre os benefícios que a prática regular de exercício pode oferecer ao paciente, encontram-se:

  • Melhora da capacidade física;
  • Melhor equilíbrio do corpo;
  • Evita a atrofia dos músculos;
  • Diminui chances de doenças cardíacas;
  • Melhora a circulação sanguínea;
  • Torna o paciente mais independente;
  • Melhora a autoestima;
  • Diminui a ansiedade e depressão;
  • Diminui as náuseas;
  • Melhora o humor;
  • Ajuda no controle do peso;
  • Melhora as condições de vida.

 

Objetivos da prática de atividades físicas

A prática de atividades físicas para prevenir e tratar o câncer melhora a qualidade de vida e fortalece a saúde do paciente. Saiba mais sobre!

Embora haja vários motivos para que uma pessoa seja ativa fisicamente no seu dia a dia, há principalmente muitas outras razões para fazer isso durante o tratamento de câncer

Sendo assim, um programa de exercícios deve se basear naquilo que seja seguro, eficaz e conveniente para o paciente.

Pode-se levar em conta os exercícios e atividades que o paciente costumava seguir antes da doença aparecer. Os exercícios devem ser adaptados a cada um, portanto, você deve levar em consideração os seguintes aspectos:

  • Tipo e estadiamento da doença;
  • Qual o tratamento que está sendo realizado;
  • Condicionamento físico.

É fundamental também que o paciente só inicie com as atividades físicas depois de conversar com um médico oncologista para que ele avalie e libere algo indicado. Sendo assim, para pacientes que estão se recuperando do tratamento já feito é preciso começar devagar.

Principalmente porque os efeitos colaterais da medicação podem demorar algum tempo para sarar. Então o indicado é aumentar os exercícios à medida que esses efeitos passem.

O que se entende como uma atividade de intensidade baixa para quem não está com câncer, para os pacientes ou ex pacientes elas podem ser intensas. Por isso é recomendado que o paciente tenha o aval médico para fazer aquilo que lhe cabe. 

Já para os pacientes sem doença ou com doença estável o quadro é um pouco diferente. Isso porque a atividade física nesses casos serve para aumentar a qualidade de vida do paciente e a sua sobrevida.

O que a atividade proporciona na vida do indivíduo com câncer?

As evidências acerca das atividades físicas nesses casos mostram que manter um bom peso, comer de forma equilibrada, ser ativo, entre outras coisas, fazem com que o risco de um segundo câncer diminua.

Além disso, reduz as chances de uma doença crônica também se desenvolver. Portanto, ex pacientes precisam seguir as seguintes ações:

  • Ter hábitos regulares de prática de atividades;
  • Evitar o sedentarismo e retomar suas atividades diárias normais assim que eles puderem;
  • Procurar fazer exercícios por pelo menos 150 minutos por semana;
  • Incluir exercícios de treinamento de força por no mínimo 2 dias por semana.

Para quem está vivendo com um câncer avançado, realizar algum nível de atividade física, por menor que seja, pode ajudar muito no dia a dia. 

As atividades dependerão, logicamente, do estado em que o paciente se encontra, a capacidade física de cada um e o tratamento que ele faz. Sendo assim, a atividade deve se basear única e exclusivamente nos objetivos, habilidades e preferências pessoais de cada pessoa.

Contar também com o auxílio de um fisioterapeuta pode acabar sendo fundamental, principalmente se o paciente estiver num estado mais debilitado. A fisioterapia ajuda para que os músculos se mantenham firmes e que o paciente tenha uma maior mobilidade.

Conclusão

Por fim, vimos então um pouco mais sobre a prática de atividades físicas e como ela pode ajudar na recuperação, prevenção e no tratamento de um paciente com câncer.

As atividades físicas combinadas com uma boa alimentação são a chave para uma melhor qualidade de vida independentemente de como a pessoa esteja.

 

Todo o processo que avaliará se o paciente está apto ou não para fazer as atividades dependerá do médico que o atende e das condições clínicas que possui. Conte aqui sua opinião sobre o assunto e nos diga se ele foi útil para você. 

 

O câncer de esôfago é um dos mais graves tipos desta doença, normalmente sendo descoberto em fase avançada. Descubra suas causas e sintomas!

Câncer de esôfago: causas, prevenção e tratamento

Ainda não se tem noção de grande parte das causas do câncer de esôfago. Porém, alguns fatores de risco fazem com que as chances de uma pessoa desenvolver a doença, sejam maiores.

Fatores como tabagismo e alcoolismo podem desencadear uma série de problemas que levam uma pessoa a desenvolver este câncer de esôfago, justamente por conta da danificação do DNA das células que revestem o interior do órgão.

Irritações que já acontecem há muito tempo podem fazer com que vários danos a essas células sejam realizados, como refluxos, síndrome de Plummer-Vinson, etc.

Em grande parte dos casos em que a doença aparece, não podem ser evitadas. No entanto, há meios de fazer com que o risco de desenvolvimento da doença diminua.

 

Como age o câncer de esôfago?

O esôfago é um órgão que faz parte do aparelho digestivo e se localiza entre a faringe e o estômago, tendo uma extensão de 25 centímetros.

Ele é um ‘tubo muscular’ que é vital para todo o processo de digestão, pois leva o alimento da boca até o estômago.

Quando ocorre o câncer de esôfago, o que costuma acontecer é as células malignas terem um desenvolvimento maior no revestimento interno do órgão.

Aqui no Brasil, esse tipo de câncer é o 6° que possui maior frequência entre os homens e o 15° entre as mulheres.

De acordo com os dados do INCA em 2020, de 11.390 dos casos, 8.690 eram homens e 2.700 eram mulheres. Em relação ao número de mortes, de 8.716, 6.802 eram homens e 1.914 eram mulheres.

Carcinoma epidermoide escamoso e Adenocarcinoma

Quando se trata de câncer de esôfago, existem dois tipos: o carcinoma epidermoide escamoso e o adenocarcinoma. O primeiro é responsável por mais de 90% dos casos, já o segundo é mais raro e inclui linfomas, sarcomas, carcinomas de células pequenas, etc.

Suas causas e morfologia são diferentes entre um e outro. O carcinoma é o mais comum e se desenvolve na parte superior ou média do músculo.

Como o próprio nome já indica, ele possui origem nas células escamosas. Seu aparecimento está mais ligado ao consumo exagerado de bebidas alcoólicas e cigarro.

Já o adenocarcinoma surge em células glandulares, sendo assim, pode ser encontrado na parte de baixo do esôfago. Seu aparecimento tem relação a doenças de refluxo. Obesidade e também o consumo de cigarro podem contribuir para o seu aparecimento.

Quais são as causas?

As causas, como falamos no início, não se tem total conhecimento sobre. O que se sabe é que a doença surge quando as células do órgão desenvolvem algum tipo de mutação em seu DNA.

Sendo assim, as células que vão sofrendo essa mutação é que acabam sendo responsáveis por determinar o tipo de câncer que a pessoa vai ter.

Essa transformação nas células faz com que elas tenham um crescimento maior e tenham uma divisão de ritmo rápido e descontrolado.

As células que vão se acumulando são as que formam o tumor que pode acabar sendo disseminado para outras partes do corpo.

Há uma teoria de que a irritação crônica do órgão pode acabar contribuindo para as mudanças em seu DNA, levando assim, a pessoa ao câncer. Esses fatores que causam irritação incluem:

  • Exagero no consumo de álcool;
  • Refluxo biliar;
  • Acalasia;
  • Ingerir bebidas quentes demais;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Tilose;
  • Síndrome de Plemmer-Vinson;
  • Entre outros.

Como prevenir?

O câncer de esôfago é um dos mais graves tipos desta doença, normalmente sendo descoberto em fase avançada. Descubra suas causas e sintomas!

Há maneiras de um indivíduo reduzir suas chances de adquirir um câncer de esôfago, por mais que a doença não possa acabar sendo evitada. Por exemplo, diminuir o consumo de tabaco e álcool já é um bom começo. 

Isso porque, como foi apontado ao longo do artigo, fazer um consumo exagerado deles pode trazer muitos riscos. Não só para câncer no esôfago, mas também no pulmão, complicações no rins, fígado e diversos outros órgãos.

Ter uma dieta balanceada e um peso corporal ideal para o seu padrão de tamanho são fatores que acabam pesando para uma qualidade de vida melhor do indivíduo.

Ingerir nutrientes, vitaminas, entre outros benefícios que uma alimentação balanceada vai te proporcionar faz com que o risco dessa e de outras doenças se mantenham longe.

Para aquelas pessoas que possuem refluxo, o ideal é que o tratamento para isso comece o quanto antes por meio de medicamentos ou cirurgia. Quem tem o esôfago de Barrett fica mais propenso a desenvolver um câncer. 

Portanto, acaba sendo fundamental que exista o acompanhamento periódico do paciente. Esses exames farão um diagnóstico precoce do estado do esôfago, podendo assim, ter uma melhor noção do que fazer quanto a ele.

Como conviver com a doença?

Primeiramente, é importante saber que de início o câncer de esôfago não dá nenhum sinal de aparecimento. Portanto, isso dificulta a identificação precoce.

Com essa dificuldade de identificação, o câncer vai avançando e se tornando mais grave. Os primeiros sinais ficam por conta da dificuldade ou dor que o paciente tem ao engolir.

Além disso, dores atrás do osso do meio do peito, dor torácica, sensação de obstrução, náuseas, vômitos e perda de apetite são alguns dos sinais que indicam algo errado.

Em grande parte das vezes, a dificuldade de engolir já indica que a doença já está em um estado avançado.

O diagnóstico é feito a partir de uma endoscopia digestiva. Nela, todo o interior do tubo digestivo será avaliado e assim pode-se fazer uma biópsia para confirmar as suspeitas.

Deve-se realizar o tratamento por meio de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Tudo dependerá então de qual estágio a doença se encontra.

Para os fins de cura da doença, o paciente acaba tendo que se submeter a uma combinação de tratamentos para depois se realizar uma cirurgia.

Em pacientes muito debilitados, os cuidados acabam sendo paliativos por meio de radioterapia combinada ou não com a quimioterapia.

 

Conclusão

Por fim, vimos então tudo a respeito do câncer de esôfago, onde se localiza, como aparece, formas de prevenir, cuidados com a doença, entre outros pontos importantes. 

Como se trata de uma doença inicialmente silenciosa, o interessante é que os pacientes sempre façam exames de rotina para verificar suas condições de saúde.

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O Dia Mundial de Combate ao Câncer é uma data importante na disseminação de informações e na luta para redução de sua ocorrência. Saiba mais!

Dia Mundial de Combate ao Câncer: simbolismo, importância e ações de prevenção

O dia mundial de combate ao câncer criado pela União Internacional de Controle do Câncer é lembrado todo 8 de abril para marcar o combate que é feito à doença. O câncer, todos os anos, atinge milhares de pessoas em todo o mundo. 

Só no Brasil ainda em 2016, a estimativa que se deu foi de mais de 590 mil casos, segundo o INCA. Esse número demonstra toda a preocupação que se tem para que as pessoas adotem novos estilos de vida com hábitos mais saudáveis para se prevenir da doença.

Como esta data é muito importante para conscientizar as pessoas dentro de uma sociedade para que reconheçam o impacto dessa doença, falaremos um pouco mais sobre ela aqui.

 

Dia mundial de combate ao câncer

Pode-se dizer perante a uma estimativa que 4 entre 10 indivíduos apresentarão algum tipo de câncer ao longo de sua vida. Ainda que a tecnologia e a ciência estejam cada vez mais avançadas, a melhor maneira ainda de combater um câncer é se prevenindo dele com melhores hábitos de vida.

A luta de enfrentar um câncer é um desafio coletivo que todas as pessoas possuem um papel a cumprir. Por exemplo:

  • A população tem o dever de criar hábitos mais saudáveis;
  • O sistema de saúde deve ter uma política de rastreamento melhor e investir em mais recursos para diagnóstico;
  • Os médicos devem estar atentos a todo momento para os sinais que a doença apresenta.

Como conviver com a doença?

Uma vez diagnosticado com câncer, a única alternativa que se tem é em relação a fazer ou não o tratamento. Tudo dependerá da gravidade da doença e do estado do paciente. 

Existem pessoas que optam por não fazer o tratamento por conta de um câncer avançado e por o tratamento ser bastante invasivo. Ademais, todas as pessoas diagnosticadas e que querem a cura como objetivo devem conviver com a doença por meio da combinação de tratamentos.

O que se pode fazer é uma cirurgia e mais algum tipo de tratamento voltado para acabar totalmente com o câncer. Tudo isso depende do estado que ele está e onde está localizado. Os principais tratamentos para fim de cura são:

  • Cirurgia;
  • Radioterapia;
  • Quimioterapia;
  • Transplante de medula.

Se o paciente em estado mais debilitado quiser um tratamento paliativo (sem fins de cura) ele pode optar pela radioterapia por não ser tão invasivo. Os tipos de câncer mais frequentes entre os brasileiros são o câncer de pele, próstata, mama, cólon e reto, de pulmão e estômago.

 

Como prevenir a ocorrência de câncer?

 O Dia Mundial de Combate ao Câncer é uma data importante na disseminação de informações e na luta para redução de sua ocorrência. Saiba mais!

Apesar de não ser uma doença que você escolhe ou não ter e tomar providências para não a adquirir, o câncer não possui critérios de aparecimento. Portanto, em qualquer fase da vida a pessoa pode se deparar com um diagnóstico inesperado. O que se pode fazer é diminuir as chances de isso acontecer.

Por exemplo, ter hábitos de vida saudáveis junto à prática de exercícios, deixará não só o câncer, mas também outras doenças, com um risco baixo de aparecimento. Por isso é indicado que se consuma frutas, legumes, verduras e cereais integrais para que a prevenção possa acontecer de uma melhor maneira.

Tudo isso faz parte de um cronograma de dieta variada e equilibrada. A prática de exercícios físicos também ajuda muito para os fatores de risco não se elevarem.

A obesidade é um dos fatores que mais possuem risco de fazer com que um câncer apareça. Por isso o dia mundial de combate ao câncer tem como objetivo informar esses fatores.

O cigarro e o álcool também são duas combinações fatais. O fumo tem aproximadamente 4.700 substâncias consideradas tóxicas e cancerígenas para o organismo.

Quem fuma está sujeito a adquirir um câncer na cavidade oral, câncer de laringe, faringe, esôfago e também de mama.

A ocorrência de câncer nas mulheres

Para as mulheres há ainda outros meios de prevenção fundamentais que se deve ter atenção. Por exemplo, grande parte do câncer feminino são:

  • Câncer de colo de útero;
  • Câncer de ovário;
  • Câncer de mama.

O câncer em colo de útero pode ser prevenido com a vacinação de meninas com idade de 9 a 13 anos contra o HPV junto com a realização periódica de exames.

O câncer de ovário pode ser prevenido de modo prático por meio de orientação médica, no uso de anticoncepcional oral e cirurgias ginecológicas. Já o câncer de mama não pode ser prevenido, mas o que acontece é que ele pode ser diagnosticado cedo. 

Então, com o diagnóstico precoce as chances de cura são mais altas. Por isso, indica-se sempre que a mulher faça exames de rotina, principalmente se na família a tendência para a doença for alta.

Informações importantes sobre o tratamento

O dia mundial de combate ao câncer tem como objetivo informar os perigos da doença e fatores que levam a ela, como também como proceder depois do diagnóstico.

Por exemplo, muitos pacientes acabam interrompendo o tratamento, algo que não pode ser feito de maneira alguma por conta própria. O ideal é que o paciente sempre esteja em contato com sua equipe médica para que saibam como agir em cada caso.

O paciente com câncer deve se resguardar e tomar todos os cuidados necessários com sua saúde, já que o seu sistema imunológico fica bastante afetado.

O dia mundial de combate ao câncer tem como propósito fazer a união das organizações ao redor do planeta para que se unam em prol de prevenir os tipos de câncer.

 

Conclusão

Por fim, vimos então o que este dia significa e como ele ajuda a sociedade e os pacientes na luta contra o câncer. É muito importante que uma data assim seja separada para essa finalidade, pois se faz necessário que as pessoas saibam como proceder e como se precaver.

Apesar do câncer não ser algo a se escolher, como já falamos, ele pode ser evitado com atitudes simples de cuidado à saúde que cada um deve ter. 

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Qual a Relação entre Sono e Câncer? Confira!

 Você sabia que o sono e câncer possuem correlação? Muitas pessoas não sabem e nem desconfiam disso, mas as evidências científicas mostram que eles estão interligados.

A insuficiência de sono e pessoas com o ritmo circadiano afetado possuem maiores chances no desenvolvimento de câncer. Essa correlação veio a partir de um estudo publicado pelo International Journal Of Cancer.

No estudo feito, pode-se observar mulheres em horários irregulares e a propensão ao surgimento de câncer de mama.

Algumas pesquisas comparam cerca de 1200 mulheres diagnosticadas com a doença entre os anos de 2005 a 2008 com 1300 mulheres que não obtiveram um diagnóstico.

Pode-se concluir então que o câncer de mama foi maior em 30% das mulheres que trabalhavam em diferentes turnos do que as que tinham menos de quatro horas de trabalho.

Qual a relação entre o sono e câncer?

Ainda que você não trabalhe durante o período noturno, você sabe que descansar é tão importante quanto praticar uma atividade física. Isso porque é no sono que as energias retornam e o corpo se desenvolve.

Além disso, o sono regulado é importante para controlar fatores como o humor, apetite, metabolismo, função imunológica, resistência a doenças, entre diversos outros fatores.

Uma boa noite de sono é vital para a saúde e bem-estar de todos. Mas quando isso não ocorre, muitos problemas podem aparecer.

8 horas de sono é considerado um tempo médio padrão para que você consiga se manter descansado. No entanto, cada organismo reage à sua maneira e diferentemente de outros.

Se você se sente cansado ao acordar, irritado, estressado, ansioso, entre outros fatores que andam em conjunto com a falta de sono, saiba que talvez você não esteja dormindo o suficiente.

Em relação ao sono e câncer, as pesquisas suspeitam que a interrupção do ritmo circadiano acabe sendo um risco para o aparecimento de câncer, pois o relógio biológico acaba sendo afetado, assim como as funções do organismo.

A teoria que os pesquisadores desenvolveram é de que a supressão da melatonina durante o período da noite é capaz de ser responsável por isso.

Em estudos feitos por cientistas, pôde-se notar o funcionamento dos animais: o câncer evolui mais rapidamente quando o ciclo de sono dos roedores sofrem manipulações por longo período.

Além da interrupção que o ritmo circadiano possui, ele também pode aumentar a existência de problemas gastrointestinais. Como por exemplo a úlcera péptica.

Portanto, a ajuda de outras pessoas para que haja o melhoramento do sono, é fundamental para manter a saúde em equilíbrio.

O que fazer para melhorar a qualidade do sono e prevenir o câncer?

Para melhorar a qualidade do sono e não deixar que o metabolismo deixe de produzir as necessidades básicas para o corpo, é necessário seguir alguns pontos, como:

  • Ter um horário para acordar e ir dormir;
  • Usar o quarto apenas no período que for dormir;
  • Colocar blackouts nas janelas para poder bloquear a entrada de luz;
  • Evitar bebidas com cafeína;
  • Fazer a última refeição pelo menos três horas antes de se deitar;
  • Tomar banho morno para promover relaxamento.

Essas medidas se referem a uma maneira de fazer com que o sono não seja interrompido para que você cumpra sua carga mínima de descanso.

Isso fará com que seu relógio biológico se mantenha alinhado. Esse relógio é o nosso sistema interno e se organiza em 24 horas por dia. O ritmo circadiano, como falado antes, sofre influências externas.

Por isso essas medidas servem como uma alternativa para que você consiga dar continuidade a esse ritmo sem interrompê-lo.

O que dizem as pesquisas?

Agora, se por um lado ficar acordado até tarde pode aumentar as chances de câncer de mama, acordar cedo pode fazer com que o contrário aconteça.

Uma pesquisa feita pela Universidade de Bistrol analisou 314 fragmentos de DNA que controlam a propensão de alguém ser diurno ou noturno de cada pessoa.

Esses fragmentos estão definidos desde o nascimento, portanto, não é possível fazer com que eles sejam alterados. Dentro de sua pesquisa, descobriu-se que:

A preferência por acordar cedo reduz o câncer de mama em 40% se comparado com quem prefere o turno da noite.

Ainda que as pesquisas obtenham esse resultado, os pesquisadores consideram muito cedo fornecer qualquer tipo de conselho objetivo às mulheres.

Os mistérios acerca desses assuntos ainda não foram desvendados. Então o que uma pessoa pode fazer é pelo menos tentar manter os hábitos saudáveis.

Isso não determinará se ela terá chances de obter ou não um câncer, mas com certeza fará com que sua qualidade de vida e outros fatores externos melhorem.

Como quem tem câncer de mama deve cuidar do sono?

Uma vez diagnosticada com câncer de mama, é necessário também tomar todos os cuidados como se ainda não tivesse a doença. Isso porque o descanso é fundamental no tratamento.

Alguns tratamentos de combate ao câncer podem fazer com que a vida de um paciente seja interferida em vários aspectos, inclusive o sono.

Para pessoas com o câncer de mama, alguns tratamentos junto com o que o médico passou, podem ajudar nesta fase onde o descanso é fundamental.

A prática de yoga ou aromaterapia podem ajudar no quesito relaxamento. Tudo que ajuda o paciente a dormir e diminuir seu nível de cortisol é bem-vindo.

Um sono ruim prejudica não só a disposição do paciente como também o aumento da dor e a diminuição de sua imunidade. Todo paciente que enfrenta o câncer possui algum nível de ansiedade.

Isso por si só, já é o suficiente para fazer com que o sono do indivíduo seja atrapalhado, por essa razão que investir também em fatores externos para melhorar o ambiente se torna fundamental.

Conclusão

Vimos então, de maneira explicativa o porquê o sono e câncer possuem correlação. Tudo está ligado ao fator do ritmo circadiano, pois quando afetado e quebrado, não cumpre sua função totalmente.

Portanto, é essencial que uma pessoa mantenha um bom ritmo de sono, sem que ultrapasse a hora mínima necessária para descanso do seu metabolismo.

Nos conte aqui nos comentários se você imaginava que essa correlação entre sono e câncer poderia existir e não se esqueça de compartilhar este conteúdo.

Conheça 6 Consequências da Endometriose: Por Quê Tratar?

Muitas mulheres desconhecem as consequências da endometriose e o que ela faz com o corpo. Isso porque as informações acerca do assunto ainda geram muitas dúvidas.

Portanto, acaba sendo necessário esclarecer essas dúvidas para que a mulher tenha uma vida mais tranquila e saudável. Para quem recebeu o diagnóstico e não sabe muito bem o que é a doença, explicaremos nesse conteúdo.

De antemão, a endometriose é a presença do tecido que reveste o interior do útero e que se chama endométrio e se localiza fora da cavidade uterina, ou seja, nas trompas, intestino e ovários.

Muitas são as questões em relação à doença, por isso, se você quer esclarecer suas dúvidas, continue lendo este conteúdo.

O que é endometriose?

A endometriose ocorre quando o endométrio surge em locais que estão fora de sua origem. O útero é um órgão muscular e o endométrio é o tecido de dentro dele que faz com que o embrião se fixe no útero.

Todos os meses em que a gravidez não é concebida, no final do ciclo menstrual, o endométrio se descola da parede do útero fazendo com que a menstruação apareça.

Agora, pense que esse tecido pode ficar grudado no ovário e então crescer, normalmente como cresceria no endométrio, fazendo com que quando você for menstruar, ele forme um cisto de sangue descamado.

Isso tudo aconteceria na parede uterina, só que dentro do ovário. Essa é uma das causas de cisto no ovário, um cisto hemorrágico ou um tumor benigno de endométrio. E isso pode ocorrer em várias partes.

Quando acontece na barriga, a presença de cólicas acaba sendo mais intensa. Uma das principais questões feitas pelos pacientes é se a endometriose pode gerar câncer.

Bom, a situação num todo acaba sendo bem delicada e existe atenção e bastante cuidado. Mas sim, ela pode evoluir para um câncer. O risco para isso acontecer, no entanto, é baixo.

Mulheres que possuem endometrioma ovariano possuem duas vezes mais chances de desenvolverem câncer no local do que as mulheres que não possuem esse problema.

Mas ainda assim, 8 de cada 100 mil mulheres apresentam esse tipo de tumor em forma maligna. A retirada preventiva do órgão não se faz necessária.

É possível saber sobre o câncer de ovário quando há um aumento expressivo nos níveis de marcador ca-125. Os exames de imagem também são bem úteis e ajudam no diagnóstico do paciente.

Sintomas e Consequências da Endometriose

As consequências da endometriose no corpo podem ser sentidas por meio de uma cólica menstrual intensa e que só vai piorando com o passar do tempo. Esse é o sintoma mais comum.

Outro fator que pode-se suspeitar da doença são os sangramentos fora do comum, dificuldades para evacuação e mudanças no padrão intestinal durante o período menstrual.

Uma das consequências também envolvem a dificuldade da mulher em engravidar Não que a mulher fique impossibilitada, porém se torna mais difícil realizar esse processo.

A dor durante uma relação também pode dar indícios de que a mulher possui algum problema relacionado à endometriose. Portanto, as maiores consequências são:

  1. Dores menstruais intensas;
  2. Mudanças de hábitos intestinais;
  3. Dificuldade de evacuação;
  4. Sangramento fora do período;
  5. Infertilidade;
  6. Câncer de ovário.

Diagnóstico e tratamento

Diante das suspeitas, o que a mulher pode fazer é ir ao ginecologista para saber se a suspeita está certa. Assim, o médico irá prescrever alguns exames laboratoriais como:

  • Exame de imagem;
  • Laparoscopia;
  • Ultrassom endovaginal;
  • Ressonância magnética;
  • Exame de sangue marcador tumoral CA-125.

Mas para que se possa ter certeza da endometriose, é necessário fazer com que uma biópsia aconteça. Depois de confirmado, vem o tratamento.

Para que se possa tratar as consequências da endometriose em mulheres mais jovens, pode-se receitar medicamentos como o anticoncepcional sem intervalos e os análogos do GnRH.

A última opção, no entanto, pode provocar outros efeitos adversos. Já em mulheres mais velhas, a endometriose vai regredindo de modo espontâneo a partir do momento em que começa a menopausa. Isso porque há uma queda dos hormônios.

Quando há a presença de lesões maiores, acaba sendo necessário realizar a retirada da endometriose de modo cirúrgico. Há também a opção para retirada dos ovários para mulheres que já tiveram filhos.

Quais recomendações deve-se seguir?

Alguns cuidados podem acabar sendo tomados em relação a suspeita da doença para que não se deixe desenvolver algo mais grave, que são:

Dar importância para a cólica: apesar de fazer parte de um dos fatores no ciclo menstrual, nenhuma cólica deve ser forte o suficiente capaz de atrapalhar a rotina de alguém.

Portanto, procurar o ginecologista nos primeiros sintomas é fundamental para que ele possa orientar no tratamento.

Faça todos os exames necessários: ter uma rotina de cuidados femininos é extremamente necessário na vida de toda mulher. A endometriose é uma doença silenciosa às vezes.

Sendo assim, é importante fazer um diagnóstico precoce de sua existência para que se possa tratar rapidamente e não altere a qualidade de vida da mulher.

Tenha o tratamento adequado: ao realizar o diagnóstico, siga todas as instruções do médico e não negligencie isso. Dê atenção ao seu corpo.

Isso principalmente se você ainda não foi mãe, pois a endometriose faz com que a mulher tenha dificuldades de engravidar.

Então se este é um sonho seu, é fundamental tratar e dar toda a atenção devida para que a doença suma e não atrapalhe seus planejamentos futuros.

Conclusão

As consequências da endometriose podem vir a ser graves se não tratadas com antecedência e atenção. Principalmente por ela aumentar o risco de câncer e ainda provocar infertilidade.

Então é importante se manter atento aos sinais que o corpo envia, para que você consiga se examinar e caso venha a ter algo, possa tratar rapidamente. Todo tratamento precoce, independentemente da doença, melhora e muito as chances de cura para o mesmo.


 

Nos conte aqui se você já sabia um pouco sobre o que se tratava a endometriose e o que ela provocava no corpo feminino. Além disso, compartilhe esse conteúdo para que mais mulheres o vejam.

Como Identificar e Tratar os Sintomas do Câncer Colorretal

Saber os sintomas do câncer colorretal é muito importante para que seja possível tratá-lo de maneira rápida e assim, apresentar uma chance de cura maior do que se tivesse descoberto tarde.

Esse tipo de câncer está entre os três tipos mais comuns tanto em homens quanto em mulheres. Um em cada dez diagnósticos dos tumores diagnosticados são de origem colorretal.

As chances de desenvolver esse câncer durante a vida são de 5%. Além disso, este é um câncer que aparece quase igual em ambos os sexos. Mas, geralmente, a idade que mais aparece é depois dos 65 anos.

 

Quais os sintomas do câncer colorretal?

Primeiramente, antes de falar sobre os sintomas, é necessário falar sobre a doença e explicar o porquê ela aparece e onde ela se localiza. Bom, o intestino grosso é formado por cólon e reto.

Pode-se dividir o cólon em 4 partes diferentes: ascendente, transverso, descendente, sigmóide. O cólon faz parte do intestino grosso e interage com o intestino delgado e o reto.

Essas são partes do aparelho digestivo que são responsáveis por fazer a absorção da água para que se possa formar o bolo fecal. O reto liga o cólon ao ânus e é separado em três partes:

  • Alta;
  • Média;
  • Baixa.

O reto alto fica localizado dentro da membrana que faz o revestimento dos órgãos. Já a parte média e baixa são extraperitoneais. Alguns dos sintomas que as pessoas que desenvolveram esse tipo de câncer apresentam são:

  • Diarreia ou intestino preso;
  • Sensação de intestino cheio;
  • Sangue nas fezes;
  • Dor no abdômen parecida com cólica;
  • Inchaço abdominal;
  • Cansaço e fadiga;
  • Perda de peso sem motivo.

Por conta da perda de sangue, às vezes um dos primeiros sinais do câncer é a anemia. Geralmente, esse tipo de câncer tem início na camada mucosa.

Portanto, na maneira que vão evoluindo, as células malignas acabam invadindo a espessura da parede do cólon ou do reto. Dessa forma, com o passar do tempo, a doença pode se espalhar para os órgãos vizinhos.

Por isso é importante o diagnóstico precoce para evitar que esse tipo de situação aconteça. Em fases em que o câncer se espalhou muito, ele pode chegar até a circulação sanguínea.

Dessa maneira, ele pode acabar criando metástase no fígado e no pulmão no caso de câncer de reto. A metástase pode atingir também ossos, cérebro e peritônio.

Tipos de câncer de cólon e de reto

Os tipos mais comuns através dos sintomas do câncer colorretal que uma pessoa pode desenvolver em seu corpo, são:

  • Adenocarcinoma: responsável por 95% dos casos. Geralmente, se localizam do lado esquerdo do cólon;
  • Tipos raros: tumores neuroendócrinos, este é o tipo de tumor estromal, se localiza no trato gastrointestinal e é conhecido como GIST. Cerca de 5% dos casos provém dele.

 

O que provoca o câncer colorretal?

Dentro da comunidade científica, há um consenso sobre o consumo de álcool ter relação com o aparecimento de vários tipos de câncer. Isso porque quanto mais álcool uma pessoa bebe, maior é o risco.

O risco se dá principalmente quando a pessoa bebe muito e de modo regular, caracterizando alcoolismo. No entanto, isso também não exclui os consumidores moderados.

O consumo moderado a forte aumenta em 1,2 a 1,5 o risco de desenvolvimento de câncer colorretal do que em pessoas que não bebem álcool.

Inúmeros estudos já foram feitos e as evidências se dão por conta da metabolização que as bebidas alcoólicas possuem no organismo. Isto é, em acetaldeído, uma substância tóxica e cancerígena.

Essa substância é capaz de danificar o DNA e as proteínas. O processo de oxidação das células também faz com que o corpo não seja capaz de conter as células maléficas.

O álcool também provoca a dificuldade do corpo de quebrar e fazer a absorção das vitaminas e nutrientes que combatem o câncer.

Além disso, o álcool pode conter vários componentes cancerígenos que são introduzidos enquanto estão sendo fabricados. Ainda há o fator dessa combinação ser perigosa junto de sua genética.

O risco de alguém desenvolver câncer é muito mais alto dependendo do seu fator genético, e somar isso com o álcool é uma bomba relógio.

Não consumir álcool diminui as chances?

Nos estudos realizados, pode-se notar que o risco de desenvolvimento de câncer depois que a pessoa para de consumir álcool diminui, mas principalmente nos casos de câncer na cabeça e no pescoço.

A diminuição não é imediata para quem já bebe álcool, no entanto, continuar ingerindo a bebida pode acelerar o processo de aparecimento da doença.

Em período de isolamento social por conta da pandemia, acaba sendo necessário um cuidado redobrado nos cuidados à saúde. Muitas pessoas aumentaram o consumo de bebidas alcoólicas estando em casa.

E isso não é algo saudável. Juntar um momento delicado em que vivemos com o refúgio do álcool não é uma solução, principalmente quando envolve sua própria saúde.

Portanto, há uma necessidade das pessoas se controlarem quanto a isso, pois o risco que correm ao ingerir álcool todos os dias ou em todos os fins de semana, em grande quantidade, é muito perigoso.

Se a pessoa em questão foi diagnosticada com câncer colorretal e ainda faz consumo de álcool, o risco do câncer dessa pessoa diminuir em seu tratamento pode ser baixo.

É importante então que durante o tratamento, haja um foco em apenas cuidar da saúde e estabelecer hábitos mais saudáveis, já que o tratamento pode ser muito invasivo.

É necessário fortificar o corpo através de hábitos alimentares e outros tipos de cuidado para que o sistema imunológico não quebre.

Conclusão

Por fim, vimos quais os principais sintomas do câncer colorretal, o que é essa doença, quais seus riscos, motivos para ela se desenvolver e cuidados a se tomar.

É muito importante evitar os fatores que contribuem para o aparecimento de câncer para que se possa ter uma boa qualidade de vida e bem-estar.

Isso porque uma vez diagnosticado, a pessoa tem que passar por um processo bem pesado de tratamento que a deixará muito fraca e desestabilizada.

 

Portanto, é fundamental se afastar daquilo que é nocivo, principalmente o consumo excessivo de álcool e alimentos cancerígenos. Gostou deste artigo? Comente aqui e compartilhe-o em suas redes.

5 Causas do Câncer de Colo de Útero

As causas do câncer de colo de útero podem ser completamente variadas. Muitas pessoas possuem dúvidas em relação à doença, principalmente pela falta de informação.

Ainda que o câncer seja algo conhecido, nem todo mundo tem pleno conhecimento de suas causas, sintomas, de como se trata, entre outras coisas. Ainda rola muito tabu e mitos em relação ao assunto.

A doença no colo do útero geralmente é silenciosa e não possui sintomas. Em grande parte dos casos, o câncer é descoberto por meio do exame papanicolau ou apenas em fases em que a doença se encontra muito avançada.

Se você quer saber mais sobre a doença e ficar atento a ela, continue lendo este conteúdo, pois separamos tudo o que você precisa saber a respeito.

 

Quando o câncer cervical se manifesta

Entenda os sintomas do câncer de colo de útero

A saúde da mulher é algo que se deve cuidar desde cedo. Portanto, desde quando ocorre a primeira menstruação, já é importante consultar o ginecologista para acompanhar o desenvolvimento da mulher.

O câncer do colo uterino está entre os três tumores malignos mais frequentes em mulheres, ficando atrás apenas do câncer de mama e do colorretal. De acordo com o INCA, esse é um dos tipos de câncer feminino que mais mata.

No entanto, a doença pode ser descoberta por meio de exames de rotina. E a grande boa notícia é que quando ele é descoberto precocemente, as chances de cura são bastante altas.

Em relação às causas desse tipo de câncer, pode-se dizer que ele é causado por meio de uma infecção persistente do papilomavírus humano (HPV), em especial, pelo seu subtipo oncogênico. Outros fatores de risco que possuem correlação com a doença são:

  1. Início da vida sexual muito cedo;
  2. Múltiplos parceiros;
  3. Histórico de verrugas na genital;
  4. Tabagismo;
  5. Pacientes com doenças imunossupressoras.

Ser infectada pelo HPV é uma coisa bem frequente, pois ele é uma infecção sexualmente transmissível, ou IST. Sendo assim, relações sem o uso de proteção podem facilmente passá-las. Em geral, a infecção não evolui para doença e é combatida pelo sistema imunológico.

No entanto, há ressalvas para quando acontece alguma alteração celular. É aqui que a doença pode se desdobrar para um câncer de colo de útero.

Quando a detecção é feita por meio do papanicolau, é possível tratar rapidamente a doença.

Formas de detectar as causas e se prevenir 

De acordo com os especialistas, as mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram relações sexuais devem começar a fazer esse exame. Em relação à frequência que deve-se fazer o papanicolau, é de 3 em 3 anos.

Isso vale apenas para as mulheres que já fizeram dois exames consecutivos que deram normais num intervalo de um ano. A prevenção para esse tipo de IST é fácil, basta usar preservativos.

Fazer uso de preservativos diminui e muito a chance de ser infectada. Outra maneira da mulher contrair a infecção é durante o parto. Então é preciso ficar atenta.

Hoje em dia, graças aos avanços da ciência, é possível tomar vacina contra o HPV. Portanto a prevenção começa desde cedo. O indicado é que meninas de 9 a 14 anos as tomem.

Os meninos também podem possuir a infecção e dessa forma, eles também devem tomar a vacina na idade de 11 a 14 anos. Pessoas com HIV e indivíduos com transplantes de 9 a 26 anos também devem se vacinar.

A vacina não é cura, e sim uma medida preventiva. Então não é porque você já foi vacinado que deve se descuidar. A vacinação atua junto aos exames como uma medida para que você se previna de um possível câncer.

É muito importante que os exames de coleta de material sejam feitos junto ao ginecologista, pois assim, pode-se tratar antes mesmo que exista um tumor. No entanto, se houver o diagnóstico de um câncer, há meios de tratamento.

Alguns dos possíveis tratamentos são: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, braquiterapia ou a combinação de mais de uma dessas estratégias

Corrimento vaginal, odor, sangramento e outros sintomas

entenda os sintomas do câncer de colo de útero

Um dos sintomas que podem indicar a presença do câncer de colo de útero são o corrimento vaginal amarelado e com odor, sangramento irregular, sangramento após relações e dores abaixo da região do ventre.

Quando os casos se encontram avançados, os pacientes costumam sentir dores pélvicas fortes, anemia, dores nas costas e alterações miccionais e no hábito intestinal.

Depois de ter sido feito o diagnóstico, haverá uma classificação para o tipo de câncer de colo  de útero que a mulher possui e qual é o seu estado, vejamos:

  • TX: tumor primário não identificado;
  • T0: sem evidências do tumor primário;
  • Tis ou 0: carcinoma in situ.

Estágio 1

  • T1 ou I: carcinoma cervical somente no útero;
  • T1 ou IA: carcinoma invasor com diagnóstico apenas na microscopia;
  • T1 a1 ou IA1: invasão estromal de até 3 mm de profundidade ou até 7mm na horizontal;
  • T1 a2 ou IA2: invasão estromal de até 3 mm a 5mm de profundidade ou até 7mm na horizontal;
  • T1b ou IB: lesão clinicamente visível e somente no colo do útero ou uma lesão microscópica maior que T1a2;
  • T1b1 ou IB1: lesão visível com 4 cm ou menos;
  • T1B2 IB2: lesão visível com mais de 4 cm.

Estágio 2

  • T2 ou II: tumor achado dentro e fora  do útero mas não atinge a parede pélvica;
  • T2a ou IIA: sem invasão do paramétrio;
  • T2b ou IIB: com invasão do paramétrio.

Estágio 3

  • T3 ou III: se estende à parede pélvica e compromete a parte inferior da vagina;
  • T3a ou IIIA: compromete o terço inferior da vagina e é sem extensão à parede pélvica;
  • T3b ou IIIB: se estende à parede pélvica.

Estágio 4

  • T4 ou IVA: tumor que invade a mucosa vesical ou retal e vai além da pélvis.

Conclusão

Então, independentemente das causas do câncer de colo de útero, é importante se prevenir antes de mais nada. Portanto, fazer exames periódicos e ter tomado a vacina, já são bons meios de prevenir a doença.

Todo cuidado quando se trata de câncer de colo de útero ainda é pouco. É preciso se manter bastante atenta e sempre protegida nas horas das relações.

Nos conte aqui se você já conhecia a doença e sabia quais eram seus sintomas. Não se esqueça de compartilhar este conteúdo.

novos meios de tratamento para o câncer de mama é um processo contínuo dentro dos maiores centros de pesquisa avançada ao redor do mundo

Câncer de Mama: Avanços no Tratamento da Doença

O câncer de mama, ainda que atinja o público masculino, é o tipo de câncer mais comum em mulheres em todo o mundo. No Brasil, estima-se que no ano de 2020 tenham ocorrido cerca de 66.280 novos casos. Sendo assim, o diagnóstico precoce da doença é de extrema importância, aumentando as chances de cura das pacientes.

Veja no artigo o que a medicina tem trazido de novo para combater este tipo de câncer para aumentar as taxas de sobrevida às pacientes.

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Câncer de mama e novos tratamentos

Muitos avanços têm sido feitos no tratamento para o câncer de mama nos últimos anos. O tipo de tratamento – sempre prescrito, realizado e acompanhado pelo oncologista e com o apoio da equipe multidisciplinar – depende de fatores como o estágio em que encontra-se a doença, o subtipo de tumor e a condição clínica do paciente.

Por isso é importante ressaltar a necessidade de fazer exames preventivos. Quando a alteração ou o tumor é detectado cedo, logo será possível adotar uma via tratamento mais eficaz e adequada para o caso.

Veja a seguir alguns dos tumores e quais seus respectivos tratamentos.

Receptor Hormonal Positivo

Para os tumores com receptor hormonal positivo, o subtipo mais comum de câncer de mama, um dos principais avanços que ocorreram nos últimos anos foi o incremento dos inibidores de quinase dependente de ciclina 4 e 6 (iCDK4/6)  ao tratamento da doença metastática.

novos meios de tratamento para o câncer de mama é um processo contínuo dentro dos maiores centros de pesquisa avançada ao redor do mundo
iCDK4/6 funciona como um inibidor

Drogas como palbociclibe, ribociclibe e abemaciclibe promoveram ganho de sobrevida global e qualidade de vida para as pacientes com doença em estágio mais avançado.

O palbociclibe, é indicado para casos avançados do câncer de mama do tipo estrogênio receptor positivo (ER+) mas que não tenha relação com a proteína HER-2. O uso abrange as seguintes situações:

  1. Combinado com o fármaco letrozol: tratamento de primeira linha, em pacientes na fase pós-menopausa e que não receberam tratamento sistêmico para o câncer em estágio avançado.
  2. Associado com fulvestranto: tratamento de segunda linha, para pacientes em pré ou pós-menopausa que estejam em estágio avançado e em que tenha progredido durante ou após terapia endócrina.

HER-2

No cenário de tumores HER-2 positivo, várias drogas novas vem mostrando-se promissoras no tratamento deste subtipo de tumor, que é um dos tipos mais comuns a serem diagnosticados nas mulheres.

Um exemplo é o Tucatinibe, um inibidor de tirosina-quinase anti-HER-2, com potente ação no sistema nervoso central, conseguindo tratar de forma eficiente metástases nessa região, as quais são de difícil controle.

her-2 é o tumor mais comum diagnosticado em mulheres com câncer de mama
Her-2 é um dos tipos de tumor mais comuns diagnosticados em mulheres

Outra droga promissora neste cenário, principalmente em pacientes que já receberam múltiplos tratamentos, é o trastuzumabe deruxtecana, baseado no estudo DESTINY-Breast01.

Neste estudo as pacientes já haviam realizado uma mediana de 6 terapias prévias e a droga mostrou uma taxa de resposta em torno de 60% com 4% de resposta completa, com sobrevida global para as pacientes em torno de 24 meses.

Triplo Negativo

Por fim, para o subgrupo de0 pacientes com tumores triplo negativo, o subtipo mais agressivo, também ocorreram diversos avanços no tratamento. O mais importante foi a adição da imunoterapia como Pembrolizumabe e Atezolizumabe no tratamento da doença inicial neoadjuvante bem como na doença metastática mais avançada.

novos meios de tratamento para o câncer de mama é um processo contínuo dentro dos maiores centros de pesquisa avançada ao redor do mundo
O Triplo negativo é um dos tumores mais agressivos que podem acometer as mulheres

Outra droga aprovada pelo FDA nos Estados Unidos e que mostrou-se muito eficaz nesse subtipo de tumor é o Sacituzumabe Govitecam, ainda não aprovada no Brasil, porém que trouxe resultados animadores para os pacientes e espera-se ter acesso o mais rápido possível no Brasil.

Assinaturas Genômicas

Há mais uma inovação importante nos últimos anos para o câncer de mama, que é o uso de assinaturas genômicas para decisão do tratamento após a cirurgia, especialmente se a paciente irá ou não necessitar de quimioterapia.

Estes testes, que são realizados a partir do tecido tumoral, fazem uma análise se determinados genes do tumor influenciarão no comportamento da doença a longo prazo, sendo esta uma importante ferramenta para o oncologista na decisão individualizada do melhor tratamento para cada paciente.

As assinaturas mais utilizadas no Brasil são chamadas de Oncotype e MammaPrint, porém outras encontram-se disponíveis no mercado como Prosigna, Endopredict e Breast Cancer Index.

Para concluir 

Buscar novos meios de tratamento para o câncer de mama é um processo contínuo dentro dos maiores centros de pesquisa avançada ao redor do mundo.

Ainda que constantemente surjam novos possíveis tratamentos para as doenças conhecidas, é preciso ter cautela e sempre consultar especialistas a respeito dos mais adequados e eficazes.

A Oncológica do Brasil conta com uma equipe multidisciplinar de especialistas que atuam de maneira coordenada no tratamento de seus pacientes. Além disso, também coordena diversas frentes de pesquisa na área oncológica. 

Também conhecida pela silga EMD, a equipe multidisciplinar de médicos pode fazer a diferença no tratamento do câncer

Equipe Multidisciplinar e sua Importância no Tratamento do Câncer

A atuação da equipe multidisciplinar visa executar de forma holística o plano de cuidado do paciente, com o objetivo de assertividade da performance terapêutica, com diminuição de efeitos colaterais e estratégias de recuperação de estado de saúde. 

O cuidado de forma multiprofissional tem como primícia: melhora do estado nutricional, físico e emocional. 

O paciente com diagnóstico oncológico e em fase de tratamento é atravessado por mudanças significativas em diversos contextos da sua vida, diante disso, percebe-se a necessidade de um suporte da equipe multidisciplinar de modo que possibilite assistência de cuidados frente ao impacto das transformações ocorridas e vise proporcionar aos pacientes uma melhor qualidade de vida.

Durante o tratamento, o paciente necessita ter todo o apoio possível. Isso ajuda para que ele renove forças e tenha um êxito maior durante o processo.

Veja abaixo um pouco mais sobre esse assunto.

Importância da Equipe Multidisciplinar

O câncer é uma doença de ordem multifatorial, podendo existir mais de 600 tipos de tumores diferentes cujos métodos de tratamento são os mais variados possíveis.

Sendo assim, só é possível iniciar protocolos de performance de tratamento a partir do momento em que:

A origem da célula é identificada;

Qual tipo de tumor que representa;

Em que estágio está;

E a história da doença.

Por se tratar de uma doença complexa, considera-se a importância da oferta de uma assistência que unifique os cuidados integrais durante esse processo.

O nome dessa equipe de profissionais é a Equipe de Atendimento Multidisciplinar, conhecido como EMD.

Essa equipe é formada por:

Oncologistas;

Cirurgiões;

Radioterapeuta;

Enfermeiras;

Farmacêuticos;

Nutricionistas;

Fisioterapeutas;

Psicólogas.

Alguns radiologistas, patologistas, e especialistas em cuidados paliativos também ajudam bastante no atendimento ao paciente oncológico.

Há vários estudos referindo que o cuidado ao paciente por meio de uma equipe multidisciplinar favorece o resultado direcionado do tratamento e reduz a probabilidade de casos em que ocorra metástases, recidivas ou tumores secundários. 

O trabalho da equipe por sua vez impacta positivamente na gestão hospitalar e ambulatorial.

A necessidade veio a partir da demanda de cuidados em saúde e pela expectativa por melhoria na qualidade do atendimento.

Outro fator que contribuiu também para a existência dessas equipes foi quando o público passou a entender que a relação custo-benefício na área da saúde era necessária.

Sendo assim, sabe-se que uma equipe completa é essencial para o cuidado do paciente, pois ajuda na resolutividade da assistência ao mesmo.

EMD faz o tratamento do câncer ser bem sucedido?

Por se tratar de vários profissionais com diferentes conhecimentos, o cuidado ao paciente torna-se integral ao contemplar o sujeito como um todo atendendo as demandas físicas, psicossociais e nutricionais.

Sendo assim, proporciona manejo de sintomas, conforto, prevenção de agravos relacionados ao tratamento, reabilitação e reinserção do sujeito às suas atividades de vida diária.

A equipe multidisciplinar de médicos é primordial no tratamento do câncer
A equipe multidisciplinar de médicos é primordial no tratamento do câncer

O oncologista é, de fato, o responsável pelo tratamento do paciente oncológico em conjunto com a equipe multidisciplinar na assistência de cuidados.

Uma equipe multidisciplinar também pode ser definida como uma equipe multiprofissional.

Essa equipe inclui ainda outros profissionais que fazem parte da área de saúde como:

Terapia Ocupacional;

Odontologia;

Técnico de enfermagem;

Fonoaudiologia;

Entre outros.

Tudo isso de acordo com cada realidade, dinâmica e ambiente de cada paciente.

Atenção aos pacientes

Quando o paciente oncológico inicia o tratamento, a OMS e a equipe de saúde avalia como essencial os aspectos relacionados à dor.

Considerando que a dor não é só de ordem física, mas advinda também por fatores:

Social;

Psicológico;

Espiritual.

E isso não se limita apenas ao paciente como também se estende a sua família. Somente desse modo a equipe consegue fazer com que o suporte seja completo. Assim, harmoniza um processo humanizado e de excelência.

As emoções do paciente afetam muito na adesão positiva do seu tratamento. Sendo assim, com um amparo e uma rede de apoio efetiva, os pacientes se sentem mais seguros.

Desse modo, todo processo passa a ser menos perturbador para quem o enfrenta.

A descoberta do câncer em uma pessoa sempre causa uma mistura de emoções intensas.

Isso porque as pessoas tendem a associar o câncer com a morte. Ao associar à esta ideia, o paciente acometido por sofrimento emocional e sentimento de medo.

Esse tipo de reação atinge não só a pessoa como também seus familiares e amigos.

Por isso que o apoio de uma equipe é necessário, como da psico-oncologia, que atua no suporte emocional e no favorecimento de expressões emocionais. Ofertando manejo clínico da autoestima e da autoconfiança da pessoa durante todo o processo.

O apoio é fundamental

Lidar com o câncer é algo muito difícil e que abala qualquer pessoa.

Afinal, ninguém gostaria de passar por processos invasivos que oferecem vários efeitos colaterais e diminuem nossa qualidade de vida.

No entanto, quando o diagnóstico é feito e a pessoa pode contar não só com sua família mas com o apoio de vários médicos, tudo se torna menos difícil.

Afinal, os profissionais estão ali, juntos, buscando várias maneiras de achar um tratamento eficiente para que o paciente possa superar rápido essa doença sem que haja nenhuma sequela.

Conclusão

A equipe multidisciplinar é vital para uma boa recuperação.

Com ela, toda a assistência necessária é feita, dando ao paciente todas as soluções possíveis.

Além disso, a pessoa se sentirá confortável vendo que uma equipe de vários profissionais com noções diferentes estão juntos em prol de sua reabilitação.

 

Nota-se a importância da equipe multidisciplinar para o processo de adoecimento e tratamento oncológico.

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A pandemia, atrasada a vacinação para doenças como o HPV, o que contribui para o aumento do câncer no Brasil

A Pandemia vai Afetar Casos de Câncer no Brasil?

O câncer no Brasil tem altas chances de aumentar em 2021. O motivo disso tem relação com a pandemia do coronavírus.

Isso porque a pandemia nos proporcionou muito tempo em isolamento social, e esse isolamento e a falta de funcionamento de alguns lugares, afetaram os diagnósticos de tumores e a antecipação do tratamento.

Ainda, por conta da pandemia, a falta de vacinação adequada para prevenir certas doenças como o HPV acabaram diminuindo.

Portanto, isso acaba sendo um dado bem preocupante que precisa de mais cuidado. Veja abaixo um pouco mais sobre este assunto.

Aumento de Câncer no Brasil

A pandemia do coronavírus virou não só o Brasil, como o mundo todo de cabeça para baixo.

As consequências disso foram refletidas em inúmeros setores como economia, educação e principalmente na saúde.

Algo muito importante como a vacinação, elemento que salva vidas e ajuda a eliminar doenças, sofreu uma baixa terrível durante esse período.

No Brasil, hoje, muitos grupos discutem sobre a eficácia das vacinas.

E isso é a prova que ainda há muito o que se discutir para que se esclareça sobre as vantagens de estar imunizado para nossa saúde.

A falta de conhecimento junto com a pandemia fizeram com que não só as vacinas comuns tivessem uma queda, como também as vacinas que previnem o câncer, como o HPV.

E o resultado disso é um grande perigo, pois a taxa de aumento de câncer no Brasil para esse ano, pode estar muito mais alta se comparada aos anos anteriores.

A pandemia provocou uma diminuição na busca por exames preventivos capazes de detectar um câncer em estágio inicial, o que facilita o tratameto
A pandemia provocou uma diminuição na busca por exames preventivos capazes de detectar um câncer em estágio inicial

Esse problema acontece não só aqui no Brasil, como no mundo todo.

Os pesquisadores de uma Universidade de  Londres, a University College London, fizeram uma análise semanal em 8 hospitais em tempo real e descobriram que houve uma redução de 76% nos encaminhamentos urgentes de pessoas com suspeita de câncer.

Além disso, houve também uma queda de 60% na marcação de quimioterapia se comparado ao período antes da covid.

Ou seja, não só a vacinação será afetada como também os exames diagnósticos.

Isso porque muitas pessoas que teriam que fazer o exame de rastreamento oncológico, não o realizaram no ano de 2020.

Sendo assim, os procedimentos como:

  • Mamografia;
  • Colonoscopia;
  • Papanicolau;
  • Toque retal;
  • Tomografia de pulmão;
  • Entre outros.

Acabam não sendo realizados, fazendo com que assim, a doença avance e o diagnóstico precoce para o tratamento precoce, acaba não sendo feito.

E assim, os casos de câncer podem aumentar ainda mais.

Problemas Preocupantes em Relação e Saúde do Brasileiro

Os principais serviços de referência no Brasil, tanto de rede pública ou privada, junto com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e a Sociedade Brasileira de Patologia, fizeram uma divulgação chocante.

Cerca de 90 mil brasileiros podem ter deixado de se informar sobre a confirmação do câncer nos dois primeiros meses de pandemia.

No período de 11 de março a 11 de maio de 2020, São Paulo contabilizou em suas redes públicas um total de 5940 biópsias.

No mesmo período de tempo no ano anterior, esse número era de 22.680.

O Ceará registrou uma queda de 18.419 para 4.993 em suas biópsias em um dos seus centros de referência.

As diferenças acabam sendo visivelmente gritantes.  Uma demora desse tamanho, ainda que pareça insignificante, pode significar atraso para o início de um tratamento.

Ou seja, o paciente pode perder a chance de tratar uma doença em estágio inicial e assim, descobrir o avanço do câncer em um estágio mais complicado.

O significado disso, para quem não conhece, é a dificuldade de operar uma doença mais agressiva. Desse modo, a probabilidade de cura acaba diminuindo.

O que acontece quando o paciente já foi diagnosticado?

Para aquelas pessoas que já obtiveram o seu diagnóstico de câncer antes ou depois do período da pandemia, também há uma preocupação.

Isso porque, como o sistema de saúde está visivelmente abalado e limitado, as chances de óbitos causados pelo câncer também pode aumentar.

A razão é a falta de estrutura para receber os pacientes oncológicos como a redução de leitos e dos serviços médicos.

O exame preventino é fundamental para maiores chances de sucesso no tratamento de um câncer
O exame preventino é fundamental para maiores chances de sucesso no tratamento de um câncer

Há também o receio das pessoas de irem visitar o hospital nesse momento de pandemia, visto que os pacientes com câncer estão entre os grupos de risco.

Dessa maneira, há um temor de desenvolver complicações caso essa pessoa pegue covid-19.

Ainda que os hospitais invistam na segurança da saúde, os pacientes acabam não tendo essa visão e acabam tendo medo.

Sendo assim, para que o tratamento do paciente não venha ser tão prejudicado, o Hospital Israelita Albert Einstein, junto com o oncologista Maluf e seus colegas de trabalho, elaboraram um documento completo sobre as possíveis mudanças no tratamento.

O que está sendo feito?

 Para que nada seja afetado e que os pacientes com câncer no período de pandemia consigam seu tratamento, os ajustes presentes nesse documento auxiliam os médicos a saberem como agir.

Sendo assim, um paciente que faz uso de medicamento endovenoso, pode ter a substituição desse medicamento por um de via oral. Assim, o paciente não precisa se deslocar até o hospital e nem interromper seu tratamento.

De fato a covid-19 impactou muito o nosso modo de viver. No entanto, é necessário que as pessoas se mantenham atentas em relação a sua saúde e não sejam interceptadas pelo seu medo.

Fazer exames de prevenção é fundamental para descobrir uma doença em estágio inicial e assim, começar a tratá-la.

O diagnóstico precoce evita que a doença avance e assim, permite com que a pessoa possa operar logo de início, se for o caso.

Conclusão

O câncer no Brasil pode vir a sofrer um aumento sim, como pudemos ver. Mas é necessário que a informação chegue aos ouvidos de todos para que os riscos da doença não aumentem.

Ainda que o sistema de saúde esteja fragilizado,  correr atrás do tratamento e dos exames preventivos acaba sendo vital.

Somente assim, será possível fazer com que o câncer, essa doença perigosa, não avance e faça mais vítimas.

Nos diga o que achou deste artigo. Deixe sua opinião aqui nos comentários e compartilhe-o em suas redes para que mais pessoas se informem sobre o assunto.